quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Parte da História


"Eu tenho um sonho de que um dia meus quatro filhos vivam em uma nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter."


"Nunca estarei satisfeito até que a segregação racial desapareça da América."

"A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio."
(Martin Luther King)

«Anunciei que disputaria a eleição por conta daquilo que Martin Luther King definiu como 'a feroz urgência do agora'.
O momento é agora.
Não quero passar os próximos 4, 8 ou 12 anos assistindo às mesmas discussões, travadas da mesma maneira e com a mesma falta de resultados.
Não quero opor os conservadores aos liberais, quero liderar os Estados Unidos da América...
(...)
Em cada momento histórico surgiu uma geração capaz de se erguer e imaginar algo de melhor para este país, uma geração disposta a lutar e a se sacrificar pelas próximas gerações. Agora chegou a nossa vez de lutar.
Foi por isso que decidi disputar a candidatura. Não só porque eu tenho confiança na minha capacidade de liderar o país, mas porque tenho confiança em vocês...

(...)
Confio em que vocês sintam nos vossos corações a necessidade de agir de um modo melhor. Prometo-vos que se decidirem unir a mim, eu garanto: não só venceremos uma eleição mas mudaremos a face deste país.»

Barack Obama

sexta-feira, 28 de março de 2008

Poetisando ...

Metade...

Oswaldo Montenegro

Composição: Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.


segunda-feira, 24 de março de 2008

Arte: Ação/reação música e encenação

Ópera do malandro Poético - Compilação de Chico Buarque de Holanda
11- Sem fantasia Ouve um bom conselho, ouve e olha-me olhos nos olhos. Ergue o teu cálice de vinho tinto de sangue e brindemos a esse nosso sul sem pecado. Em tangos num qualquer covil, enviámos desejos soprados, gargalhadas de pequenas histórias vividas e pegadas engolidas por tanto mar. O que será que será dos tempos em que não tínhamos juízo? Ontem éramos o herói, como na canção de João e Maria, destemidos. Hoje o faz-de-conta deu lugar ao conta o que fazes e de todas as maneiras a vida vai dar sempre ao mesmo lugar ou aos mesmos lugares. Os bons tempos são gotas d¿água que cristalizam, sem fantasia excepto nos sonhos que são interrompidos pelas nossas mulheres: ¿acorda amor¿. Sentes o cio da terra? De plantar e de ter um filho da terra. Eu homenageio-te, malandro, das palavras sábias : ¿caga nisso, isso vai passar¿. Éramos nós, enquanto duo estreito que cantávamos: vê se a febre te contagia um pouco, pois tu que foste valente, disseste: eu não sonho mais, os sonhos roubam pedaços de mim. Com açúcar e afecto de amigos, tatuaste num milímetro de pele atrás da porta, um espinho cravado na tua garganta. É tempo de construção, disseste. É tempo do papel tomar conta do artista enquanto a palavra se vai levando ao sabor da tinta.
Estás na flor da idade e isso, meu caro amigo, são notícias frescas aqui na Terra


(http://www.top5records.blogger.com.br/)

musica da peça:
1 Bom conselho (com Caetano Veloso) 2 Olhos nos olhos 3 Cálice (com Milton Nascimento) 4 Não existe pecado a sul do Equador 5 Tango do covil 6 Tanto mar 7 O que será (com Milton Nascimento) 8 João e Maria 9 De todas as maneiras 10 Gota d¿água 11 Sem fantasia 12 Acorda amor 13 O cio da terra 14 Homenagem ao malandro 15 Vai passar 16 Tira as mãos de mim 17 Não sonho mais 18 Pedaço de mim 19 Com açúcar e afecto 20 Tatuagem 21 Atrás da porta 22 A rosa (com Djavan) 23 Construção 24 Tempo e artista 25 Vai levando 26 Flor da idade27 Meu caro amigo